Parto humanizado: tudo que você precisa saber

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Parto humanizado muitas vezes é confundido com parto normal. Mas na verdade parto humanizado não é um tipo de parto e sim como a assistência é oferecida à gestante e seu bebê durante o pré-natal, parto e pós-parto. Preparamos um artigo para você explicando tudo sobre o parto humanizado.

O que você vai encontrar nesse artigo:

O que é parto humanizado? 

O parto é um momento muito especial para a mãe e sua família. É o evento que marca a chegada de uma nova vida, trazendo expectativas, emoções e significados. 

O parto humanizado não é um tipo de parto e sim como a assistência é oferecida à  gestante e seu bebê durante o pré-natal, parto e pós-parto: com respeito, empatia, cuidado e acolhimento. 

Assista essa explicação rápida sobre o que é parto humanizado

O parto humanizado proporciona a mulher a possibilidade de viver integralmente a sua experiência de parto, com leveza e intensidade. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um parto humanizado é um evento que deve ser visto de forma saudável, pois respeita o processo natural e evita condutas desnecessárias ou de risco para a mãe e para o bebê. 

Isso significa deixar a natureza fazer o seu trabalho e realizar o mínimo de intervenções, levando em consideração a segurança da gestante e do seu bebê. 

Vale dizer que para ser um parto humanizado não é necessário que seja um parto normal. Uma cesariana quando necessária também deve ser cercada de todo o cuidado, respeito e olhar atento a mãe e ao bebê para saúde física e emocional de ambos. 

É muito importante que sejam adotadas ações que garantam o direito à informação e às escolhas da mulher, estando num hospital público, particular, em casa de parto e até numa residência, assim, a gestante se sentirá segura e confiante para passar pela experiência única e completa do parto.

Viver os processos naturais e humanos por inteiro pode envolver conflito, dor, incômodo, desconforto ou medo. No entanto, esses períodos de transição ou transformadores são cruciais para nosso crescimento, desenvolvimento e amadurecimento. 

A maioria dos partos evoluem de forma natural e em torno de 15% dos partos vão realmente precisar de uma cesariana. (Veja a declaração da OMS sobre taxa de cesáreas)

Muitos partos normais não precisam de intervenção, basta ter paciência para deixar a natureza agir em seu tempo. 

Cabe aos profissionais de saúde saber identificar o que é um evento natural e quais os casos realmente precisarão de uma ação específica, ou seja, eles devem saber quando e como agir. 

Muitas vezes, a não ação é o melhor para determinado momento no parto, ou seja, o observar atento é suficiente para o acompanhamento do parto. 

Basta a equipe de saúde estar em prontidão para sempre que for necessária sua assistência para a mãe e o bebê.

O protagonismo do parto deve ser devolvido a mulher. 

Ela é capaz de trazer seu filho ao mundo e precisa ser respeitada no seu espaço. Precisamos confiar no potencial das mulheres e ser rede de apoio para que ela se sinta confiante, empoderada.

O mais importante é que a mãe e o bebê estejam seguros no nascimento. A informação qualificada somada ao respeito à fisiologia do parto é determinante para a gestante acreditar em si e transbordar força e paz no seu parto.

Quando a mulher está totalmente entregue ao momento do nascimento, ela se abre para se transformar com esse momento, para florescer nessa nova etapa de sua vida.

Práticas recomendadas para o parto humanizado

Atualmente, algumas práticas são recomendadas pela a OMS e outros órgãos de saúde, como o Ministério da Saúde (MS) para o parto humanizado. Abaixo listamos as principais para você: 

  • Garantir e incentivar a presença de um acompanhante escolhido pela mulher, para lhe passar segurança e tranquilidade; (Leia a lei acompanhante
  • A equipe deve informar de forma clara à gestante todos os procedimentos que serão feitos e pedir sua autorização para realizá-los;
  • Acreditar que o parto normal é fisiológico e que, na maioria das vezes não precisa de qualquer intervenção; 
  • Respeitar cada mulher, levando em consideração seus medos e suas necessidades;
  • Aplicar técnicas de relaxamento para alívio da dor, como massagens, água morna, exercícios na bola suíça, liberdade de movimento, aromaterapia, musicoterapia, entre outros;
  • Oferecer analgesia de parto, orientando sobre os benefícios e riscos;  
  • Oferecer alimentação leve e líquido durante o trabalho de parto;
  • Respeitar a melhor posição para a mulher durante o trabalho de parto e parto, ou seja, aquela em que ela se sinta mais confortável;
  • Promover um ambiente acolhedor, que ela sinta segura e protegida;
  • Colocar o bebê em contato pele a pele com a mãe logo após o nascimento, para criar vínculo e mantê-lo aquecido. São raros os casos que os bebês precisam de atendimento pediátrico emergenciais;
  • Mães e bebês saudáveis devem ficar juntos durante o período de internação na maternidade, em alojamento conjunto; 
  • Estimular a amamentação na primeira hora de vida, logo após o nascimento. Este é  o momento em que o bebê está ativo e que a mãe libera hormônios como ocitocina, que favorece a saída do leite materno.

Práticas não recomendadas para o parto humanizado

Em contrapartida, algumas práticas não são recomendadas pela OMS. São práticas desnecessárias e que podem ser consideradas violência à mulher: 

  • Realizar lavagem intestinal na gestante antes do parto;
  • Depilar os pelos pubianos da gestante para o parto;
  • Fazer toques vaginais em excesso, sem necessidade, e sem aviso prévio à gestante;
  • Privar a gestante de se movimentar durante o trabalho de parto;
  • Proibir a gestante de se alimentar e beber líquido durante o trabalho de parto;
  • Deixar luz e ruídos excessivos no ambiente do parto; 
  • A equipe de saúde negar analgesia de parto sem haver contraindicação clínica da gestante;
  • Acelerar o trabalho de parto com ocitocina sintética sem necessidade;
  • Romper a bolsa amniótica para acelerar o trabalho de parto se tudo estiver evoluindo bem;
  • Proibir a gestante que mude de posições durante o parto 
  • Fazer episiotomia (corte na região entre vagina e ânus, conhecido como “pique”) de rotina 
  • Manobra de Kristeller (pressionar a parte superior do útero para acelerar a saída do bebê), pois pode trazer consequências graves principalmente para a mãe;
  • Fazer o corte do cordão umbilical do bebê saudável antes de parar de pulsar (normalmente o cordão para de pulsar entre 3 a 5 minutos após o nascimento);
  • Não colocar o bebê saudável em contato pele a pele com a mãe ou deixá-lo em berçário separado da mãe;
  • Fazer aspiração nasal ou oral em bebês que nascem chorando e respirando naturalmente.

Humanização na cesariana

Nos casos em que a cesariana é necessária (quando bem indicada pelo médico, ou seja, em uma situação que realmente necessita de cesariana para o bebê nascer), também é necessário que seja humanizada e seja assegurado o bem-estar da gestante e do bebê. 

Algumas práticas devem ser adotadas, como: 

  • Deixar os braços livres da gestante na cama de cirurgia; 
  • A gestante ter o direito de um acompanhante de escolha na sala cirúrgica;
  • A equipe deve sempre conversar com a mulher e explicar tudo o que está sendo feito;
  • Proporcionar um ambiente com pouca luz assim que possível para a mãe e o bebê serem acomodados após o parto;
  • Aumentar a temperatura do ar condicionado quando o bebê for nascer;
  • Dar a opção de colocar uma playlist com músicas que a gestante goste e escolheu anteriormente;
  • Retirar o bebê do corte da barriga da mãe de forma suave e tranquila;
  • Abaixar o campo cirúrgico na hora do nascimento para que a mãe veja o bebê caso queira;
  • Se o bebê nascer saudável, com boa vitalidade, aguardar ao menos 1 minuto para cortar o cordão umbilical;
  • Colocar o bebê em contato pele a pele com a mãe logo após o nascimento para estabelecer vínculo e ter contato com imunidade materna;
  • Estimular o aleitamento materno na primeira hora de vida do bebê para facilitar a amamentação nas próximas horas.

Conclusão

Portanto, há diversas práticas que podem fazer bastante diferença no seu bem-estar e de seu bebê a curto e longo prazo. 

Se tudo for conduzido com respeito e atenção para o conforto e segurança de vocês, a experiência do parto poderá ser o melhor momento que se lembrarão durante toda a vida. 

Conheça seus direitos, se informe sobre o parto humanizado, contrate profissionais que confie e coloquem essas questões em primeiro lugar e se entregue para esse período desafiador e transformador. 

Deixe a ocitocina (hormônio do amor) transbordar no seu parto. 

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