Cesariana: como escolher sem informação?

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Recentemente, a deputada estadual Janaína Paschoal apresentou um projeto de lei de sua autoria para garantir à gestante a possibilidade de optar pela cesariana, a partir da 39°semanas de gestação, sem indicação clínica.

Nosso país é o 2° maior recordista de cesariana no mundo todo, sendo que mais da metade dos nascimentos são realizados por essa via de parto do total de nascidos vivos no país. Para agravar mais a situação, na rede privada o índice de cesariana chega a mais de 80% do total de partos realizados. Vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde considera que a taxa ideal de cesarianas seja entre 10% a 15% do total de partos e a cirurgia deve ser realizada por indicação médica.

A cesariana é um procedimento que, quando bem indicado, ajuda a salvar vidas. No entanto, quando a cirurgia é realizada de forma indiscriminada, está associada a maiores taxas de mortalidade materna e neonatal, taxas essas que ainda são altas no Brasil.

O aumento de cesariana está relacionado a maior taxa de partos prematuros, maior possibilidade do bebê nascer com dificuldade respiratória pós parto, maior risco de acretismo placentário (quando a placenta se adere a parede do útero), maior ocorrência de hemorragia pós parto (2a maior causa de mortalidade materna no país), maior chance de infecção pós parto, entre outras questões.

As evidências científicas mostram que o parto normal é sim mais seguro para a mãe e para o bebê. Portanto, o incentivo ao parto normal não é modismo e é, inclusive, uma realidade em países desenvolvidos.

Devemos lutar para que a mulher seja informada sobre os riscos e benefícios de cada escolha, desde o pré-natal. Devemos lutar para que seja abolida a violência obstétrica nos partos, independente da via. Não adianta combater a falha da violência obstétrica em partos normais com uma falha ainda maior, que é o uso indiscriminado da cesariana aumentando os riscos para a saúde da mãe e do bebê.

Qual sua opinião sobre esse projeto de lei?

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