O segredo para uma amamentação de sucesso pode estar na rede de apoio

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Talvez você nunca tenha ouvido falar esse termo “rede de apoio”, mas ela é uma das principais influencias para uma amamentação de sucesso. E neste ano, ela foi o enfoque da Semana Mundial de Aleitamento Materno. 

Neste artigo você vai entender porque a rede de apoio pode ser o segredo para uma amamentação de sucesso.

O que é rede de apoio

Para melhor entendimento, vamos compreender o conceito da palavra apoio no contexto da amamentação:

Apoio é estar disponível para o outro; é ouvir, observar, entender e só depois se manifestar, com acolhimento e empatia.

Apoiar é ajudar você, a ser a melhor mãe que você quer ser para seu bebê. Isso quer dizer que apoiar é facilitar, é representar respeito e cuidado.

Apoio não é imposição de algum conhecimento ou conduta. Ou seja, é preciso que o outro esteja disposto a abrir mão dos desejos próprios para apoiar.

Neste contexto, a sua rede de apoio deve construir uma rede de fibras trançadas de carinho, zelo e amor para que você e seu bebê possam viver com tranquilidade a amamentação. 

Quando alguém decide ser a rede de apoio na amamentação, está disposto a abraçar a mudança na vida dos pais, dessa nova configuração familiar. 

As pessoas que compõe sua rede de apoio trabalham juntas para um bem comum: ajudar você a vencer batalhas, respeitando sua vez como mãe e você na linha de frente no seu dia a dia. 

Assim, sua rede de apoio, não se compõe apenas de seu círculo familiar, diz respeito a toda a rede ou estrutura que sustenta e apoia você durante a amamentação. São pessoas e organizações que cooperam pela mesma causa: garantir e proteger a amamentação.

Por que a rede de apoio é importante?

A amamentação depende, em grande parte, do apoio dado a você nessa fase. Muitas vezes, a falta da rede de apoio interfere negativamente na amamentação.

Muitas mães desistem de continuar por não ter a rede de apoio: chegam no seu limite, ficam extremamente cansadas e não tem quem cuide delas.

Nesses primeiros dias, principalmente, você necessita desse amparo: você precisa saber que não está sozinha. 

Você precisa de alguém para nutrir você enquanto você nutre seu bebê. É essencial que você esteja bem em 1º lugar, pois como dar ao bebê algo que você não tem?

Quando nasce um filho, nasce também uma nova mulher que precisa se reintegrar a uma nova família.

É neste momento que a amamentação sofre suas maiores influências, negativas, na maioria das vezes, com chuva de opiniões ou experiências que podem deixar você ainda mais confusa.

É importante dizer que é comum você oscilar durante a amamentação, ter momentos que se sente insegura, vulnerável, cansada ou ter um misto de sentimentos diante deste universo tenso e muitas vezes inseguro que é o pós-parto.

No período pós-parto você tem uma privação de sono extensa, fica sem tempo para cuidar de si (o bebê mama bastante), de se alimentar bem ou fazer coisas que costumava.

O resguardo de antigamente faz todo sentido: você precisa de um tempo para se recuperar e se adaptar a nova realidade e, para isso, precisa de auxílio de outras pessoas.

Diante tantas dificuldades, infelizmente nem todas as mães chegam a parte boa da amamentação: aquela em que as maiores dificuldades já passaram, a produção de leite se ajusta, você e seu bebê já se conhecerem melhor e vocês aproveitam todo o sentimento positivo que a amamentação traz.

Por isso, a rede de apoio é tão importante.

Quem pode fazer parte da rede apoio?

A rede de apoio é composta por: família, vizinhos, amigos, instituições e profissionais da saúde, governos e leis, empregadores, organizações sociais, meios de comunicação.

E o pai é rede de apoio? O pai pode ser considerado rede de apoio, mas diferente dos demais, ele de fato precisa dividir as responsabilidades da criança com você, pois é o PAI! 

Qual o papel de cada um?

Como a família, vizinhos e amigos podem apoiar:

  • Tratando você com respeito e carinho;
  • Reconhecendo o valor da amamentação;
  • Acreditando que você é capaz de amamentar, incentivando encorajando o aleitamento materno;
  • Transmitindo experiências positivas de aleitamento materno;
  • Ajudando ou assumindo as tarefas domésticas, como fazer comida ou limpar a casa para que você tenha tempo e tranqüilidade para amamentar;
  • Desempenhando atividades de seu costume antes do bebê chegar para facilitar seu dia a dia, como fazer compras, levar seu pet para passear, brincar com as outras crianças (se tiver), pagar contas, etc;
  • Sendo um ombro amigo em situações desafiadoras;
  • Facilitando a sua participação nos grupos de apoio à amamentação.

Como os serviços e profissionais da saúde podem apoiar

  • Acolhendo, respeitando sua individualidade e transmitindo confiança;
  • Escutando e aprendendo, trocando informações;
  •  Ajudando você a acreditar na sua capacidade de amamentar seu filho com sucesso;
  • Dando informações que facilitem a amamentação;
  • Criando grupos de apoio ao aleitamento materno;
  • Ajudando na solução de problemas relacionados ao aleitamento materno;
  • Respeitando e divulgando a Lei que protege a amamentação;
  • Mantendo-se atualizados em assuntos relacionados ao aleitamento materno.

Como os governos e leis podem apoiar

  • Desenvolvendo políticas públicas e garantindo o cumprimento das leis de proteção à amamentação;
  • Fazendo cumprir a legislação que regulamenta a publicidade de alimentos e produtos que concorrem com a amamentação, como a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL) e a Lei N0 11.265.

Como os empregadores podem apoiar

  • Respeitando e aderindo às leis que protegem a amamentação;
  • Respeitando o período constitucional da licença-maternidade com o pagamento do salário;
  • Aderindo à licença-maternidade de seis meses;
  • Respeitando o direito de dois períodos de meia-hora cada, para amamentar durante a jornada de trabalho, até os seis meses de idade, se a mulher estiver trabalhando neste período;
  • Criando no trabalho condições de amamentação ou de coleta e armazenamento do leite materno
  • Sensibilizando os empregados a valorizarem a amamentação e não discriminarem uma colega que está amamentando.

Como as Organizações sociais (ONG’s) podem apoiar

  • Exercendo o controle social, que é a participação da sociedade no acompanhamento da execução das políticas públicas de promoção, proteção e apoio à amamentação

Como os meios de comunicação podem apoiar:

  • Cumprindo a NBCAL e a Lei 11.265, que regulamentam a publicidade de alimentos e produtos que concorrem com a amamentação;
  • Divulgando a importância do aleitamento materno;
  • Divulgando experiências positivas sobre o aleitamento materno;
  • Estimulando e promovendo campanhas sobre aleitamento materno.

Como trabalhar com a rede de apoio durante a gestação

É importante que você já planeje na gestação junto com seu acompanhante de escolha, sobre quem vai ajudar você no dia a dia e enquanto amamenta, pois assim, ficará menos ansiosa quando esse período chegar.

Trabalhe também questões emocionais ainda na gravidez, pois é comum que esse período traga você as raízes, fazendo com que questione algumas questões sobre si mesma, reveja valores pessoais e busque crescimento pessoal.

Além disso, você já precisa se preparar emocionalmente para blindar comentários ou experiências ruins que podem chegar até você quando tiver amamentando: muitos não fazem por maldade, apenas não usam do bom senso sobre como e quando colocar certas opiniões ou experiências.

É provável também que nesses primeiros dias de cuidado com seu bebê você e seus familiares acabem revivendo sentimentos ou emoções não solucionadas no passado e esse vai ser um período importante para curar essas feridas.

Lembre de evitar sentimentos de culpa, liberar perdão, levar tudo com leveza, principalmente ao lidar com sua mãe ou sogra, que tiveram uma maneira específica de cuidar dos filhos e tentaram acertar quando eram mães. O importante é que o respeito entre vocês prevaleça.

Tenha o maior número de informações sobre amamentação, para que se sinta segura nesse momento desafiante e faça escolhas conscientes, conhecimento é tudo!

DICAS FINAIS 

E para finalizar, dou algumas dicas importantes para que você reflita ainda na gestação e amamente com toda a paz e segurança:

  • Peça ajuda sempre – pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza ou desinteresse da sua parte;
  • Delegue algumas funções para não ficar sobrecarregada: você não precisa abraçar tudo sozinha;
  • Não se compare com realidades diferentes: cada uma tem um contexto, não fique presa ao ideal. Nem sempre o que funcionou para sua amiga, funcionará para vocês;
  • É normal oscilar, pois você sempre vai tentar buscar o caminho melhor para cuidar de si mesma e de seu bebê. 
  • Se permita mudar de idéia, sempre que achar necessário ou que precisa reajustar algo para o bem de vocês;
  • Aceite suas limitações para não se sentir frustrada, cada pessoa tem um ritmo e a vida muda muito com a chegada do bebê;
  • Não se cobre, procure não ficar estressada ou tensa com a nova situação, as coisas vão se ajustar com o tempo, sem contar que o estresse prejudica a descida do leite;
  • Participe de círculos de amamentação para compartilhar experiências com outras mães, conhecer outras realidades;
  • Seja empática também com outras mães que vier a se relacionar, você pode ajudá-la positivamente trocando boas experiências, acreditando no potencial dela, sendo um ombro amigo ou a entendendo no contexto que ela está.

Viu só como a rede de apoio faz toda a diferença para que você tenha tranquilidade e equilíbrio nessa fase cheias de obstáculos da amamentação? 

Ela, com toda certeza, vai influenciar muito durante esse momento de complexo, mas compensador.

Se você tem um apoio forte e estruturado durante a amamentação, você provavelmente vai ter mais facilidade para se adaptar durante esse período e maiores chances de amamentar por mais tempo.

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